segunda-feira, 3 de abril de 2017

“Ri-te sempre que puderes. É um remédio barato”  - Lord Byron
Se não tivermos em conta a primeira hora depois de acordar, aquele tempo que medeia entre acordar – tomar banho – tomar pequeno-almoço – tomar café (hora essa em que efetivamente me considero um ogre maldisposto e em que a atitude mais sensata é não me dirigir a palavra) considero que sou uma pessoa bem-disposta e bem-humorada. Acho mesmo que esta será uma das características que mais me define. Sou dona de um riso fácil e de uma gargalhada sonora. Penso que ser bem-disposto não é totalmente inato nas pessoas. Há uma parte inata e uma parte (maior) que se trabalha…penso eu.  O que sei é, e disso tenho certeza, é que ser bem-disposta é consequência de um estado de alma, de uma fé inabalável, de uma forma de olhar para a vida esperando sempre o melhor. Sou daquelas que acreditam que pensamentos positivos atraem coisas positivas. E, as poucas coisas negativas que conseguem passar por essa cortina de pensamentos positivos são filtradas pela presença constante dos gatos na minha vida (os gatos neutralizam as energias negativas!) Como tal, sou menina para acreditar que a “soma dos dias” terá sempre um saldo positivo. É claro que há dias maus. Todos os temos. Mas habituei-me a procurar algo de positivo nos momentos menos bons. Acho que isso é algo que se adquire com o passar dos anos (Somos bem mais intempestivos quando somos jovens. Temos também tendência a achar que o mundo pode acabar com qualquer problema nosso). Essa é a parte que se trabalha. Considero, também, que há uma parte inata nesse “positivismo”. Ser positivo está-nos no sangue, tem a ver com uma forma de ser muito portuguesa. O verdadeiro “tuga” considera sempre que toda e qualquer catástrofe podia sempre ser pior. O “Tuga 100%” encontra sempre uma razão para achar que teve sorte: teve um acidente de carro? Desfez o carro? Sim, mas não se partiu todo! Está um temporal e não levou chapéu-de-chuva? Que aborrecido! Mas pelo menos o carro ficou lavado! É apanhado pela GNR e é multado? Podia ser muito pior! Podias ter ficado diretamente sem carta…e o agente até era girinho!... Ver o lado positivo das coisas faz parte da nossa portugalidade e eu, sou 100% assim. Vejo sempre o lado bom das coisas. Por isso encaro todos os novos contratos em escolas como um novo desafio. Claro que é complicada esta vida cigana do hoje estou aqui, amanhã estou ali. Claro que é difícil nunca saber se vou ter emprego ou se o “temporário” que me calhou vai ser mesmo de um mês ou me vai permitir chamar de casa aquela nova cidade por alguns meses. É claro que podia revoltar-me contra isso tudo (e assumo que já fui bem revoltada!) Mas aprendi a tirar o melhor partido das situações. E por isso agradeço a oportunidade de trabalhar, agradeço a oportunidade de conhecer gente nova, agradeço a oportunidade de recomeçar…sempre.  A atitude com que se chega aos locais define a forma como os vais viver. Como referi, nem sempre fui uma pessoa tão “always look into the bright side of life”. Antes chegava às escolas acabrunhada, calada, com uma atitude meio distante de não pertença àquele local. Passava algum tempo até criar amizades e até me habituar à cidade, à escola e às pessoas. Hoje em dia chego impondo a minha satisfação por trabalhar, o meu sorriso por gostar de conhecer pessoas e locais novos e a minha gargalhada por estar de bem com a vida. E efetivamente isso altera a forma como vemos os locais e as pessoas e altera, e muito, a forma como as pessoas nos vêm. Quem joga na tua equipa, os felizes e bem-dispostos, vão-se identificar imediatamente. Facilmente crias uma rede de suporte, um grupo de amigos que te ajudam a viver o dia de modo mais positivo. Já as pessoas cinzentas, que se alimentam de ressentimentos e azedumes, essas, vão fugir de ti. Incomodas com a tua vivacidade e o teu riso fácil. Por isso considero que o bem-estar e o bom humor são uma arma pois eles afastam de ti as pessoas carregadas de energias negativas, que só te poderiam roubar o bem-estar e a felicidade. Uma arma porque essas pessoas fogem de gente que procura sacar o melhor que a vida lhes pode oferecer, de gente feliz, nem que seja “gente feliz com lágrimas” como dizia o autor.

Alfred Montapert dizia que “ O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor, e não o pior”. Como diz a velha máxima na RFM “Vale a pena pensar nisso” ;)

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